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Resenha por Rafael Teixeira

Palco de uma improvável sequência de ótimas exposições de fotografia nos últimos anos, o Instituto Moreira Salles acerta mais uma vez — e bem no centro do alvo — com esta belíssima individual. Em uma confluência rara, aqui estão reunidos um nome de indiscutível reputação em sua área, uma montagem impecável, uma seleção de obras tão numerosa quanto relevante e uma consistência artística que convive harmoniosamente com um irresistível apelo pop. Aos 76 anos e ainda fazendo seus cliques, o americano trouxe o status de arte para a fotografia colorida, até certa época considerada vulgar e própria apenas de publicitários e amadores. Em 1976, uma icônica exposição de suas fotos no MoMA de Nova York desnorteou os colegas e especialistas, acostumados ao habitual preto e branco. Parte significativa dessas imagens, dotadas de enorme senso de composição, está entre as 170 de A Cor Americana. Há, porém, outras séries, a exemplo da importante Los Alamos, produzida em viagens pelo sul dos Estados Unidos entre 1965 e 1974. As cores vibrantes do acervo não escondem um fio de melancolia, notável em personagens que parecem saídos de uma tela de Edward Hopper. Na mesma linha, o que dá a impressão de ser uma ode à modernização americana em fotos de carros, letreiros e outdoors deixa antever certa decadência.

Ficha técnica

Recomendação: Livre

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