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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Não se deixe enganar. Embora o título Superpai sugira um filme para a família, o tom ácido e politicamente incorreto domina a comédia, segundo longa-metragem de Pedro Amorim (de Mato sem Cachorro). A narrativa ágil, boas piadas desbocadas e um protagonista de comportamento amoral indicam uma outra rota para o humor, muitas vezes careta, do cinema nacional popular. Não se deixe enganar, parte 2: o roteiro original (nunca filmado) é americano e foi adaptado (e suavizado) para o “paladar” brasileiro. Danton Mello, cada vez melhor como comediante, interpreta Diogo, um tipo irresponsável, casado com Mariana (Mônica Iozzi) e pai de Luca (Lukas Brombini). Desempregado, o cara mata o tempo jogando pôquer e dá pouquíssima atenção ao filho. Quando a mulher precisa se ausentar uma noite para cuidar da mãe, Diogo fica responsável pelo moleque, justamente no dia em que haverá uma comemoração de vinte anos da formatura do colégio. Ele dá um jeito de despachar Luca para uma creche noturna e se manda para a festa, onde reencontra os colegas Nando (Thogun Teixeira) e César (Antonio Tabet), além da espevitada namoradeira Júlia (Dani Calabresa). Antigo amor de Diogo no passado, Patrícia Ellen (Juliana Didone) está disposta a reviver a paixão lá mesmo. Mas Diogo vai conseguir tirar o atraso de duas décadas? Alguns improvisos têm melhor resultado do que outros, assim como o timing dos atores. Rodado na capital paulista, o longa-metragem possui um clima de pesadelo urbano pela madrugada, com o quarteto de amigos tentando reencontrar o pequeno Luca (há uma boa sacada sobre seu desaparecimento, mas convém não revelar). Estreou em 26/2/2015.

Ficha técnica

Direção: Pedro Amorim

Duração: 90 minutos

Recomendação: 14 anos

País/Ano:

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