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Resenha por Rafael Teixeira

Patriarca de uma família judia, David (Léo Wainer, substituindo Jitman Vibranovski nesta temporada) junta-se aos parentes mais próximos para celebrar o aniversário da filha, Regina (Verônica Reis). Estão presentes sua mulher, Esther (Suzana Faini), seu genro, Beto (Alexandre Mofati), e suas netas, Clara (Elisa Pinheiro, no lugar de Karen Coelho, que estava na primeira temporada) e Débora (Gabriela Estevão) - esta aguarda a chegada do namorado, Flávio (Vicente Coelho). Por coincidência, é noite de shabat, o período semanal de descanso na tradição judaica. Mas o encontro, como se verá ao longo do drama, promete ser exaustivo. No texto de Renata Mizrahi (também diretora da montagem, ao lado de Priscila Vidca), os problemas começam quando vem à tona o tema de um misterioso livro que David está escrevendo com a ajuda de Clara: as polacas, mulheres judias vindas da Europa para tentar a vida no Brasil que caíram na prostituição. É o estopim para que Esther descarregue seu enorme preconceito contra essas personagens, deflagrando a crise que só será abafada com uma revelação do patriarca. De forma louvável, o texto parte de um universo judaico para tratar de questões mais amplas, notadamente a manutenção de segredos sobre si mesmo por receio do juízo alheio. A direção estabelece bom ritmo e uma fluida dinâmica entre os atores. Há que destacar a atuação de Suzana, magistral na aspereza de Esther até o choque, quem sabe, transformador.

Ficha técnica

Direção: Renata Mizrahi e Priscila Vidca

Duração: 80 minutos

Recomendação: 12 anos

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