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Resenha por Rafael Teixeira

Fruto de processo colaborativo desenvolvido nos ensaios, Santa esquiva-se de rótulos: texto, dança, música, cenário e luz fundem-se de maneira harmoniosa em um espetáculo que poderia ser definido como um poema sensorial. Em cena, Angela Vieira e Antonio Negreiros (substituindo Guilherme Leme Garcia, também idealizador e diretor da montagem) vivem um casal de trajetória marcada por encontros e desencontros. Os personagens nutrem um pelo outro afeto diretamente proporcional à impossibilidade de ficarem juntos. Esse é o mote, articulado em torno da figura feminina, exposta em suas lembranças sobre o amor. A dramaturgia de Diogo Liberano é desenvolvida de forma não linear, estilhaçada em flashes poéticos integrados ao arrojo da proposta. Palavras recitadas mesclam-se à coreografia de Luar Maria, defendida por Angela e Negreiros — ela, ex-integrante do corpo de baile do Theatro Municipal; ele, dançarino de formação clássica — ao som da bela trilha de Marcello H. e Marcelo Vig. Para além da excepcional beleza, a ambientação da cenografia de Bia Junqueira e da luz de Tomás Ribas espelha, em sua desoladora amplitude e suas transparências iluminadas, a ambiguidade do estado dos personagens 

Ficha técnica

Duração: 60 minutos

Recomendação: Livre

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