Samba Noir

Veja Rio
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Resenha por Rafael Cavalieri

Popularizado a partir dos anos 40, o cinema noir foi um subgênero do filme de suspense com características marcantes — os tons escuros, a narrativa pontuada por pausas dramáticas e a presença de uma femme fatale são algumas delas. Tudo isso veio junto com a inspiração para o nome do projeto musical que, iniciado em 2014, rodou o país, rendeu um disco homônimo e passa pelo palco do Solar de Botafogo de quinta (14) a domingo (17). Talentos de escolas distintas, Marcos Suzano (percussão e voz, um virtuose do pandeiro), Luís Filipe de Lima (autoridade no violão de sete cordas), Katia B (voz e guitarra, além da “fatale” presença de palco) e Guilherme Gê (teclado, um arsenal de efeitos e voz) contracenam com projeções de Batman Zavareze — nas imagens aparecem nomes como Egberto Gismonti, Jards Macalé e Arto Lindsay, que participaram do CD.

Entre a programação eletrônica e o domínio técnico do quarteto, ganham versões surpreendentes composições de alta voltagem dramática, a exemplo de Volta, Aves Daninhas (ambas de Lupicínio Rodrigues), Risque (Ary Barroso), Pra que Mentir? (Noel Rosa) e Autonomia (Cartola).

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  • Recomendação: 16 anos
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