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Resenha por Rafael Teixeira

Às vésperas de se aposentar, o metalúrgico Tuco (Wilmar Amaral) abandona o trabalho para se dedicar ao grande sonho de virar cantor — abortado décadas atrás, depois de uma fracassada apresentação. Para fugir da gozação dos amigos e da pressão da família, ele se tranca em um porão, onde ensaia sozinho, à espera de violonistas que um conhecido prometera enviar. Quem bate à porta, entretanto, é Sebastian (Roberto Frota), um velho amigo, decidido a trazer Tuco de volta à razão. Escrita pelo argentino Carlos Gorostiza em 1981, quando seu país vivia sob uma ditadura, a peça O Acompanhamento perde aqui o subtexto político, referente à busca de uma vida fora dos padrões estabelecidos, deixando evidente, assim, sua simplicidade — nem por isso desprovida de valor em suas reflexões sobre a importância da amizade e da perseguição de um ideal. Sob direção cuidadosa de Daniel Archangelo, os atores valorizam o texto com interpretações tocantes e podem até arrancar uma lágrima furtiva na cena final.

Ficha técnica

Duração: 60 minutos

Recomendação: 14 anos

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