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Resenha por Rafael Teixeira

Apresentado pela primeira vez em 1969 e logo convertido em fenômeno de público, o espetáculo do italiano Dario Fo é, originalmente, uma antologia de vinte monólogos que recriam histórias bíblicas sob uma visão cômica e popular. Adaptados para encenação em dupla, quatro deles estão nesta vitoriosa montagem, que circula há três anos pelo Brasil e foi indicada ao Prêmio Shell pela direção de Neyde Veneziano e pela interpretação de Domingos Montagner. Em cena com ele está Fernando Sampaio, seu parceiro na La Mínima, dupla de origem circense criada em 1997. Com atuação diretamente inspirada nos bufões da Idade Média, eles encenam histórias que, por trás de evocações a passagens do Evangelho, trazem críticas a vários aspectos da sociedade — culto à celebridade, ganância, distorções da fé e, principalmente, desejo de se dar bem sem esforço são alguns dos temas levantados de maneira tão envolvente quanto engraçada. Escoltados pelo músico Fernando Paz (em intervenções pontuais e preciosas ao longo do espetáculo) e com um excelente trabalho de corpo e voz, Montagner e Sampaio multiplicam-se em diversos personagens com o mesmo figurino neutro, esbanjando carisma e entrosamento.

Ficha técnica

Direção: Neyde Veneziano

Duração: 75 minutos

Recomendação: 16 anos

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