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Resenha por Pedro Tinoco

Em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, a mostra em homenagem aos 50 anos da famosa personagem de quadrinhos proporciona duas alegrias. Uma delas, evidente, vem do mergulho no universo de Mafalda, a menina questionadora criada em 1964 por Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino,
83 anos. Reunido pela primeira vez em 2014, em Buenos Aires, o acervo inclui esboços originais do desenhista argentino, muita informação, tirinhas, fotos de grafites inspirados pela HQ e homenagens de outros artistas — entre eles, o conterrâneo Liniers e o brasileiro Mauricio de Sousa. A garotada encontra ainda uma divertida oficina de criação no 1º piso. Frequentadores mais velhos vão se comover com o painel de cartas de leitores, com textos que incluem desde convites de casamento (para os personagens) até depoimentos emocionantes sobre a insuspeita importância de Mafalda em momentos trágicos do país. A segunda alegria citada é provocada pela simples visita ao espaço, uma estrutura monumental e bem cuidada dedicada aos livros. Na abertura da mostra, no último dia 5, a presença de uma multidão alheia a Mafalda, gente de todas as idades e classes explorando a coleção local em estudos
e leituras, ofereceu o vislumbre de um futuro melhor para a nossa sociedade.

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