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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Uma das mais queridas estrelas da TV, Glória Pires já mandou muito também no cinema em trabalhos dramáticos, como Flores Raras, e comédias, a exemplo de Se Eu Fosse Você. Sua volta ao humor se dá em Linda de Morrer, cuja premissa é atraente. Na pele da dermatologista Paula, a atriz inventa um remédio capaz de acabar com a celulite. A médica não tem tempo para nada. Trata-se de uma egocêntrica que mal conversa com a filha, Alice (Antonia Moraes), e só pensa na carreira e no sucesso de vendas do medicamento. No dia do lançamento do Milagra, porém, Paula morre em decorrência dos efeitos colaterais. No além, encontra com uma mãe de santo (Susana Vieira) e, por meio dela, chega até Daniel (Emilio Dantas). Embora seja psicólogo, o rapaz possui o dom da mediunidade e pode ajudar Paula a ter contato com a herdeira. Seguem-se, então, as brincadeiras de gosto duvidoso com o espiritismo, a entrada de um vilão estereotipado (o sócio de Paula, papel de Angelo Paes Leme) e, claro, os momentos de redenção e reconciliações. A fórmula vem pronta para que a plateia caia na risada — isso no caso de alguém (ainda) achar graça em um homem fazer trejeitos femininos por estar “tomado” por uma mulher. A produção pobrinha, incluindo aí os modelitos de Glória e os efeitos visuais, conta pontos para derrubar do cavalo a grande intérprete. Estreou em 20/8/2015.

Ficha técnica

Direção: Cris D'Amato

Duração: 81 minutos

Recomendação: 10 anos

País/Ano:

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