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Resenha por Rafael Teixeira

Muitos méritos podem ser contabilizados em Laio & Crísipo, potente drama da Aquela Cia. de Teatro, mas o primeiro deles talvez seja jogar luz sobre uma história relativamente desconhecida, em que pese o fato de ser a origem de um mito fundamental da cultura ocidental, narrado por Sófocles em Édipo Rei. Aqui, o autor Pedro Kosovski parte da mitologia em torno de Laio (papel de Erom Cordeiro), pai de Édipo. Exilado ainda jovem de sua cidade natal, ele é acolhido por um rei. Anos mais tarde, incumbido da educação de Crísipo (Ravel de Andrade), filho do monarca, termina se apaixonando pelo herdeiro. A essa relação se soma Jocasta (Carolina Ferman) — mais tarde mãe de Édipo. Em roupagem moderna e com alta voltagem sexual, a montagem surge cheia de som e fúria, na direção musical de Felipe Storino e na condução dos atores e do ritmo pelo diretor Marco André Nunes. Figurinos de Marcelo Marques, cenário de Aurora dos Campos e luz de Renato Machado compõem um quadro deslumbrante, além de conceitualmente poderoso. O afiado elenco revela, à parte os méritos individuais, um entrosamento determinante para o êxito do espetáculo.

Ficha técnica

Duração: 80 minutos

Recomendação: 18 anos

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