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Resenha por Pedro Moraes

Não são poucas as ousadias. Bancos e almofadas acomodam o público no palco. Os espectadores ficam todos bem perto do protagonista, um sujeito careca, de bigode, cavanhaque e tatuagens (temporárias), uma delas do Ultraman, super-herói japonês de sucesso na segunda metade do século passado. Somados, esses e outros detalhes resultam em encantamento. No monólogo em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, Juvenal (Eduardo Almeida) espera a amiga Pita — e acredita que todos que ali estão também a aguardam. Enquanto ela não chega, ele se perde em reminiscências e recorda antigas aventuras vividas ao lado da menina, sempre envolvendo um velocípede incrementado presente na montagem da Pandorga Companhia de Teatro. O texto de Cleiton Echeveste também diverte os adultos. As referências pop vão do já citado Ultraman a Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo (2012), de William Joyce, ganhador do Oscar de melhor curta de animação. As coreografias desengonçadas de Eduardo Almeida e a tática inteligente de usar o teatro como cenário são outros acertos da peça dirigida por Cadu Cinelli. Fica a impressão de que Pita vai chegar a qualquer momento. Rec. a partir de 6 anos.

Teatro Ziembinski (130 lugares). Rua Heitor Beltrão, s/n, Tijuca, 3234-2003. Sábado e domingo, 16h. R$ 40,00. Até dia 27 de novembro, exceto dia 19.

Ficha técnica

Duração: 55 minutos

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