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Resenha por Rafael Teixeira

Entre os integrantes da Missão Artística Francesa, movimento que revolucionou o panorama das belas-artes no Brasil no início do século XIX, Debret (1768-1848) tornou-se referência máxima por conta do seu minucioso e seminal trabalho de registro iconográfico de personagens e cenários brasileiros — notadamente do Rio, onde residiu entre 1816 e 1831. Com 120 obras reunidas no Centro Cultural Correios (aquarelas e desenhos originais, todos pertencentes à Coleção Castro Maya), O Rio de Janeiro de Debret oferece um alentado painel da visão do artista sobre paisagens, cenas urbanas e costumes sociais daquele período. Uma visita à mostra é como viajar no tempo rumo a uma cidade que já não existe mais: chamam a atenção, por exemplo, o casario antigo do Largo da Carioca e outros logradouros, a Baía de Guanabara com a orla absolutamente despovoada e estabelecimentos pitorescos, como uma loja de rapé. Tema caro ao artista, questões oriundas da polarização entre homens livres e escravos no país estão preswentes em grande parte das imagens, como se vê nos muitos registros de negros fazendo funções braçais, principalmente de venda de produtos como carvão, leite e alimentos, por ordem de seus senhores. Em uma delas, especialmente rica em detalhes, mulheres servem elegantes homens brancos na antiga Praça do Palácio, atual Praça Quinze.

Ficha técnica

Recomendação: Livre

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