Guignard e o Oriente, entre o Rio e Minas

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Resenha por Rafael Teixeira

Desde a sua inauguração, o MAR tem investido em mostras que estabelecem diálogos. Em Guignard e o Oriente, entre o Rio e Minas, a ideia é revelar conexões entre Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), com mais de 100 obras apresentadas, e duas vertentes estéticas:as xilogravuras orientais e a tradição do barroco brasileiro, exibidas lado a lado com as criações do artista. No primeiro caso, as afinidades se revelam na subversão da perspectiva, como no óleo sobre madeira Noite de São João (1961). Além da presença de antigas gravuras japonesas, a “conversa” se estabelece na exposição de obras com evocações orientais, mas feitas por artistas de outras nacionalidades, como Adriana Varejão. Do outro lado, representações de imagens sacras feitas por Guignard aproximam-se de esculturas barrocas. Um ou outro trabalho pode soar deslocado, sem, no entanto, desvirtuar o conceito original nem prejudicar o prazer da visita.

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