Expresso do Amanhã

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Resenha por Tiago Faria

Quando o assunto é cinema de fantasia, poucos diretores surpreendem tanto quanto o sul-coreano Bong Joon-Ho. Em O Hospedeiro, de 2006, criou um mix delirante de ficção científca, terror, filme-catástrofe e sátira política. Apesar de não superar o atrevimento daquele longa, Expresso do Amanhã corre riscos que seriam inaceitáveis em superproduções americanas. Filmado no Leste Europeu com um elenco internacional, o longa adapta uma HQ francesa ambientada em um futuro pós-apocalíptico. Em 2031, a Terra se tornou um planeta cinzento, congelado após uma tentativa frustrada de combate ao aquecimento global. Os sobreviventes habitam vagões de um trem em movimento constante, confinados de acordo com sua classe social. Quanto mais perto da cabine do comandante, maior o grau de ostentação. Essa estabilidade será abalada por um grupo de rebeldes liderado por Curtis Everett (Chris Evans). Mesmo confinado em cenários claustrofóbicos, o cineasta transforma cada um dos setores do expresso em um mundo à parte, e eles se desdobram aos olhos do espectador como etapas de um videogame. O visual é arrasador. Pena que o roteiro se torne repetitivo e perca o gás bem antes da fase final. Estreou em 27/8/2015.

Ficha técnica

Direção: Joon-ho Bong

Duração: 126 minutos

Recomendação: 16 anos

País/Ano:

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