Diário de uma Camareira

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Resenha por Fernando Masini

Dois mestres adaptaram o romance Diário de uma Camareira, de Octave Mirbeau, para o cinema: Jean Renoir em 1946, cujo título em português foi traduzido como Segredos de Alcova, e Luis Buñuel em 1964. Trata-se portanto de uma tarefa arriscada a do francês Benoît Jacquot, que resolveu contar novamente nas telas a história de Célestine, uma jovem camareira de Paris que, no início do século XX, é alocada por um agente para trabalhar na casa de uma família burguesa no interior da França. Apesar das inevitáveis comparações, o diretor se sai bem ao dar um toque moderno ao espírito libertário da protagonista. A escolha da estonteante Léa Seydoux, que ganhou projeção em Cannes com o longa Azul É a Cor Mais Quente e será a próxima “Bond girl”, foi fundamental para dar frescor ao enredo. Ela consegue esconder atrás de uma aparência angelical o jeito atrevido e arrojado da personagem, falsamente submissa diante dos ataques pervertidos dos homens à sua volta. Hervé Pierre, no papel do bonachão patrão Lanlaire, é um deles. Vive cercando a criada pelos cantos da residência, enquanto sua mulher (Clotilde Mollet) personifica o deslumbre autoritário da classe burguesa ao exigir dela, ao toque de um irritante sino, tudo ao mesmo tempo. Situações cômicas, a exemplo da madame que carrega um vibrador em uma viagem de trem, dão um ar de crônica ao filme, sem que isso oculte a tensão social. Aos poucos, a empregada se sente atraída por Joseph (Vincent Lindon), o jardineiro fascista da mansão que trama na surdina contra os patrões e oferece a Célestine a oportunidade de se libertar da opressão. Estreou em 3/9/2015.

Ficha técnica

Direção: Benoît Jacquot

Duração: 96 minutos

Recomendação: 14 anos

País/Ano:

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