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Resenha por Tiago Faria

Esqueça a falta de imaginação que contamina as fitas de terror sobre casas assombradas, assassinos mascarados e espíritos em fúria. Ao provar que o gênero ainda pode ser tratado com o mínimo de originalidade, a produção indie Corrente do Mal se tornou queridinha entre críticos americanos. Com razão, aliás. Na trama, que amedronta ao sugerir uma ameaça invisível, uma entidade sobrenatural é “transmitida” de personagem a personagem por meio do ato sexual. Para se livrar da maldição, a única saída é contaminar outra pessoa o mais rapidamente possível. A metáfora do pânico da aids pode parecer óbvia, mas até os truques triviais da narrativa ganham sentido quando se nota a intenção do diretor David Robert Mitchell de remeter à atmosfera obscura de longas de horror dos anos 80 (a trilha sonora faz referência direta à filmografia de John Carpenter). O realizador tenta, sobretudo, refletir sobre a sombra deixada por aquela década no cinema de entretenimento e no mundo de hoje. Com uma diferença importante em relação a outras fitas de horror-cabeça: nos momentos de maior voltagem, esta provoca arrepios reais. Estreou em 27/8/2015.

Ficha técnica

Direção: David Robert Mitchell

Duração: 100 minutos

Recomendação: 16 anos

País/Ano:

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