• Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Resenha por Rafael Cavalieri

Ao longo de pouco mais de 100 anos de samba, dificilmente alguém assumiu com a bravura de Candeia (1935-1978) a defesa das tradições do gênero. Insatisfeito com os rumos que a Portela tomava na década de 70, o compositor escreveu um manifesto com críticas severas e propostas de mudança. Ignorado, se juntou a Nei Lopes, Wilson Moreira e Mestre Darcy do Jongo para fundar o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo. Essa história será recontada na abertura do show em tributo ao bamba, que completaria 80 anos no dia 17. A celebração está à altura da figura. 

No palco, acompanhados por oito músicos, três parceiros do mestre foram encarregados de relembrar sua obra: Monarco, Paulinho da Viola e Martinho da Vila. Ao último cabe a missão de abrir os trabalhos com sua biográfica Em Memória de Candeia. Na sequência, os três se alternam. Paulinho empresta voz a Minhas Madrugadas, criação dele com o homenageado. Já Monarco relembra a parceria de Portela É Uma Família Reunida. O trio recebe ainda duas convidadas: Teresa Cristina, que defende Testamento de Partideiro, e Cristina Buarque, em Deixa de Zanga. No fim, todos entoam juntos Dia de Graça, enquanto um grupo de jongo se dirige para fora da lona, onde uma bandeira com o rosto de Candeia será aberta.

Ficha técnica

Recomendação: 18 anos

Publicidade

Publicidade