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Resenha por Carol Zappa

O festival que nasceu em 1985 como Free Jazz e já trouxe à cidade artistas do porte de Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Chet Baker, foi rebatizado três vezes, incorporando a marca de patrocinadores e outros gêneros musicais. Sob o nome atual desde 2015, o projeto criado pelas irmãs e produtoras Sylvia (1960-1998) e Monique Gardenberg chega à 31ª edição de volta às origens: o jazz domina as atrações escaladas para o Vivo Rio entre sexta (1º) e domingo (3).

A abertura, com setores já esgotados, reúne duas feras — o pianista Herbie Hancock, 75 anos, e o saxofonista Wayne Shorter, 82. Amigos e parceiros de longa data (eles tocaram juntos no célebre quinteto de Miles Davis nos anos 1970), os dois gravaram, em 1997, o disco 1 + 1. No sábado (2), o quinteto instrumental Kneebody e o produtor Daedelus (Alfred Darlington) apagam as fronteiras entre o jazz e o eletrônico, bisando o encontro registrado no disco Kneedelus. Na mesma noite, o baterista e compositor Antonio Sanchez, recém-premiado com um Grammy pela trilha do filme Birdman, apresenta-se com o grupo Migration. Atração do último dia, o quarteto liderado pelo tunisiano Anouar Brahem, mestre do alaúde, funde música clássica e popular árabe com jazz. Antes, o bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda sobe ao palco, depois de quatro anos, com seu festejado quinteto Brasilianos.

Ficha técnica

Recomendação: 16 anos

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