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Resenha por Pedro Moraes

Antonio Tigre, autor do livro homônimo levado ao palco, é professor de ioga. No musical em cartaz no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, os adaptadores tiveram o cuidado de usar posturas bem características, mas sem exageros: a serviço da história, uma fábula de toque oriental. Estreantes no teatro infantil, os diretores Arlindo Lopes e Juliana Terra entregam um espetáculo de colorido rico, reforçado por belos figurinos de Beth Passi de Moraes, Joana Passi e Rebeca Dallmaier. Máscaras confeccionadas pela artista peruana María Arribasplata se destacam entre os elementos cênicos usados. Luciana Bollina, intérprete talentosa já vista em Hair e Sweet Charity, encarna a narradora Parvati. Em cena, ela demonstra versatilidade ao cantar, dançar e tocar instrumentos indianos. Ao longo da trama sobre o príncipe Shridhara, em sua aventura rumo ao topo dos Himalaias, o protagonista aparece no palco como um boneco (criado por Alexandre Guimarães) manipulado por Tigre. A trilha sonora de Gui Cavalcanti, executada ao vivo, mistura temas da cultura hindu à sonoridade nordestina. Apresentada com leveza e bom humor — Ganesha, a divindade em forma de elefante, passeia de patinete pelo palco —, a história do menino iogue empolga a plateia, que embarca sem esforço na viagem por paisagens pouco comuns por aqui. Rec. a partir de 4 anos.

Ficha técnica

Duração: 55 minutos

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