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Resenha por Rafael Cavalieri

Ela era atriz. Não deixou o palco, mas desde 2007, quando lançou seu CD de estreia, Amor e Caos, trocou de papel definitivamente. Dona de bela presença e afinada toda a vida, a intérprete paulistana andou tateando. Investiu no jazz — que rendeu uma bela versão para o clássico Rock and Roll, do Led Zeppelin, no disco Volta, de 2012 —, na balada pop (caso da deliciosa Pra Você Guardei o Amor, parceria com Nando Reis) e no rock, gênero dominante no disco Hein?, de 2009, produzido por Liminha.

Com o recém-lançado Tô na Vida, razão para o espetáculo que ocupa o Theatro Net Rio na quarta (26), Ana Cañas exibe mais certezas. Assina nove das catorze faixas e divide as restantes com Arnaldo Antunes, Dadi, Pedro Luís e Lúcio Maia. Guitarrista do grupo Nação Zumbi, o último parceiro citado também produziu o álbum e a acompanha ao vivo, ao lado de Fabio Sá (baixo) e Marco da Costa (bateria). O peso do rock é ouvido em novas composições, como O Som do Osso e Indivisível, mas abre espaço para a suavidade da também recém-chegada Um Dois Um Só. No quarto disco, Ana revela-se uma cantora pop no melhor dos sentidos: dá seu recado através de letras diretas e melodias agradáveis. Mais madura, condensa referências variadas, influências que vão de Regina Spektor a Rita Lee, em um trabalho instigante e próprio.

Ficha técnica

Recomendação: 12 anos

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