A Vida Sexual da Mulher Feia

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Resenha por Rafael Teixeira

Heloisa Périssé foi o primeiro nome lembrado para estrelar o monólogo cômico A Vida Sexual da Mulher Feia. Um desencontro de agendas, porém, impediu a atriz de embarcar no projeto. Otávio Müller, idealizador e diretor da montagem, decidiu então ele mesmo encarnar Maricleide, a moça do título. Inspirado no romance homônimo da gaúcha Claudia Tajes, adaptado para o palco por Julia Spadaccini, o espetáculo conta a história de uma mulher bacana, divertida e inteligente - mas também dona de uma incontornável feiura. A opção de Müller por encarnar a baranga tem, em si, efeito cômico imediato. O grande acerto, entretanto, é outro: interpretada por um homem que não é exatamente um galã, sem sofisticados recursos de maquiagem ou figurino, Maricleide se torna de fato única, radicalmente diferente de qualquer mulher, por mais horrorosa que seja. A produção é modesta (e, pode-se dizer, apropriadamente feiosa), mas encontra na atuação de Müller o seu trunfo. Muito à vontade, ele transita com desenvoltura entre o deboche e a humanização da personagem, arrancando boas risadas e até, quem sabe, uma lágrima furtiva na cena final.

Ficha técnica

Duração: 80 minutos

Recomendação: 12 anos

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