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Resenha por Rafael Teixeira

Novo Midas da comédia nacional, Paulo Gustavo tem transformado tudo o que toca em ouro desde que sua carreira estourou, em 2006, a bordo do sucesso teatral Minha Mãe É uma Peça. Adaptado para o cinema, o espetáculo, ainda hoje em turnê, rendeu o longa mais visto no país em 2013. Na mesma toada, sua stand-up comedy Hiperativo continua viajando, anos depois da estreia. Seu nome também está na linha de frente do humor televisivo, sempre em atrações de grande audiência. Vem de um desses programas seu atual êxito nos palcos: 220 Volts é um derivado do humorístico homônimo, exibido até recentemente pelo Multishow. O próprio Paulo Gustavo assina direção e texto em parceria com Fil Braz, também roteirista do programa - do qual foram extraídas as seis personagens para os esquetes do divertido espetáculo. Há uma cantora famosa, símbolo do comportamento fútil de algumas celebridades; uma mulher feia, para quem os menos belos são mais capacitados para dar palestras sobre estética; a Senhora dos Absurdos, com seu arsenal de preconceitos; a Vagaba, cujo nome reflete seu comportamento; uma apresentadora de programa de culinária sem caráter; e Ivonete, sambista da favela cujo sonho é ser rainha de bateria. Não se trata, porém, de monólogos: Paulo Gustavo divide a cena com seis bailarinos e três atores. Um deleite para os olhos, o luxo da produção é visível em cada detalhe, mas não obscurece o que interessa: o showman Paulo Gustavo, inteiramente à vontade e arrancando boas risadas do público.

Ficha técnica

Duração: 75 minutos

Recomendação: 14 anos

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